EPB ou Slurry: como escolher a tuneladora certa para metrô, estrada e água
A escolha entre tuneladora EPB e Slurry raramente é ideológica: depende da granulometria, do teor de finos e, sobretudo, da pressão de água. Solos coesivos moles e húmidos favorecem o escudo EPB, que estabiliza a frente com condicionamento e pressão de terra. Já terrenos permeáveis, areias grossas, cascalho e maciços cársicos com aquífero sob pressão elevada apontam para o equilíbrio por suspensão. Nos programas de metrô e ferrovia do Sudeste Asiático, o clima húmido e o carste tornam esta avaliação decisiva.
No EPB, o segredo está no condicionamento: espuma e polímeros reduzem a permeabilidade, controlam a abrasividade e permitem que o parafuso transportador forme o tampão de terra que sustenta a frente. No modo slurry, a suspensão de bentonita gera a pressão de suporte e exige uma central de separação — tanques, hidrociclones e tratamento de água — que consome área em obra. É aí que o layout urbano e a logística de descarte pesam tanto quanto a geologia.
Para maciços rochosos competentes entram em cena o duplo escudo e as máquinas de rocha dura com cutters de disco, muitas vezes a